Barba, cabelo e bigode? Isso qualquer um faz. A Côrte Visagismo quer mais — e os números mostram que o mercado está ouvindo.


Fundada em 2021 pelo paranaense Caio Quirino, a marca nasceu de um inconformismo com um setor que, nas palavras do próprio empreendedor, "parou no tempo". Hoje opera três unidades — Florianópolis, Balneário Camboriú e São Paulo — e projeta faturar R$ 20 milhões em 2026, o dobro do ano anterior.


O mercado que justifica a aposta

O Brasil já figura entre os três maiores mercados globais de estética masculina, movimentando mais de R$ 25 bilhões por ano. A geração hiperconectada passou a tratar a aparência como extensão da identidade — e também como ativo profissional. Foi nessa janela que a Côrte Visagismo se posicionou.


"Eu não queria abrir mais uma barbearia. Eu queria criar algo que elevasse o nível do segmento inteiro", afirma Quirino, que entrou na profissão aos 12 anos e passou quase duas décadas observando o que o setor não entregava.


A tese: visagismo como transformação

O diferencial da marca está na abordagem. Em vez de serviços isolados, a Côrte Visagismo estrutura uma jornada completa de transformação de imagem masculina — baseada em visagismo, consultoria e estética integrada. A técnica alinha imagem, identidade e posicionamento pessoal, traduzindo características individuais em uma aparência coerente com objetivos de vida e carreira.


O portfólio reflete essa visão: vai do corte e diagnóstico capilar a procedimentos de botox e harmonização facial realizados dentro das próprias unidades. A lógica é aumentar ticket médio, recorrência e retenção — e está funcionando.


São Paulo como centro de gravidade

A unidade paulista, aberta há menos de um ano, já opera com margem EBITDA superior a 30%, cerca de 1.000 clientes mensais e taxa de fidelização de 85%. A expectativa é que ela represente 50% do faturamento total já em 2026.


Além do espaço de barbearia e estética, a unidade abriga o THE ROOF 448 — espaço de experiências e eventos com potencial de movimentar R$ 300 mil mensais — e uma frente de estética avançada com projeção de R$ 500 mil por mês. Receitas que ainda nem entram no orçamento oficial de 2026.


"Se você ganha São Paulo, você ganha o Brasil", resume Quirino.


O próximo passo passa por bairros como Moema e Jardins, com possível transferência da sede para eixos como Faria Lima ou Paulista. No horizonte: 30 unidades até 2030 e a entrada de capital para acelerar a expansão.


No fim, a Côrte Visagismo opera em um território onde estética deixou de ser vaidade. Virou estratégia.